NOTA DA BANCADA DO PARTIDO DOS TRABALHADORES NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE SANTA CATARINA

 

 

O governo Colombo vive nos dias atuais sua pior crise, após ter o nome do governador e de agentes públicos de primeiro escalão citados por diferentes delações, nos casos de recebimento de propina da Odebrecht e da JBS/Friboi nas eleições de 2014.

Fatos esses agravados pela saída do governo, no dia de ontem, do secretário Antônio Gavazzoni. Suplente de Luiz Henrique no Senado, Gavazzoni era homem forte do governador Raimundo Colombo e um dos principais articuladores da aliança partidária que hoje sustenta seu governo.

Ainda foi apresentado, na manhã de hoje (23), por parte dos movimentos sociais e sindical, o quarto pedido de impeachment do governador, que aprofunda ainda mais a crise política no Estado. Esperamos celeridade e o pronto acolhimento do pedido na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, com a criação da Comissão Especial que vai emitir parecer sobre a representação, respeitados os trâmites legais. O mínimo indício de veracidade desta denúncia de crime de responsabilidade, com base em auditoria do TCE/SC que constatou a prática ilegal da doação pela Celesc ao Fundosocial de recursos tributários, compromete a permanência de Colombo à frente do governo do Estado.

Além disso, a bancada do PT/SC espera que os órgãos do Judiciário, responsáveis pelas operações que envolvem as delações da Odebrecht e da JBS/Friboi cumpram com suas funções com agilidade para esclarecer a participação de integrantes do governo nos dois casos.

Diante desses acontecimentos, o governo Colombo deve ao povo catarinense explicações mais consistentes sobre as acusações que lhe são imputadas. É preciso esclarecer, entre outros pontos, qual é a verdadeira situação da Casan, cujos contratos são recorrentemente citados por diferentes delatores. A Bancada do PT/SC sempre foi contra a venda das ações ou tentativas de privatização da Casan com posicionamento a favor de seu fortalecimento como empresa pública.

Santa Catarina não pode ser lançada em um mar de incertezas jurídicas e institucionais que travem o desenvolvimento econômico e social do Estado em um dos momentos mais dramáticos da história brasileira.

Florianópolis, 23 de maio de 2017

REVITALIZAR A IMAGEM, OCUPANDO OS ESPAÇOS

Dia 7 de maio, em Curitiba, o PT lançou a pré-candidatura a prefeito do companheiro Tadeu Veneri. Em Porto Alegre, com a retirada da candidatura de Manoela D’Ávila, do PCdoB, a vontade de apresentar nome do PT à prefeitura da capital gaúcha voltou com força na militância petista. Assim também está ocorrendo em Manaus, Macapá, Fortaleza, Natal, Salvador, e outras capitais de estados: há consenso, sobre a importância, para o PT, de ocuparmos os espaços majoritários e proporcionais, e assim revitalizar a imagem do Partido, através da propaganda e campanhas eleitorais, o que por sua vez contribuirá para a eleição de mais vereadoras e vereadores petistas.

Mais que “defender o governo Dilma” e/ou o próprio PT, temos que ter candidatos(as) a prefeito(a) em todas as capitais e grandes cidades, para disputarmos “corações e mentes” através da propaganda, após dois anos sendo difamados, caluniados e injuriados todo o tempo, pela contrapropaganda das rádios, tevês, jornais e revistas semanais. O ideal, em Santa Catarina, seria termos candidatas e candidatos a prefeito(a) nas 29 cidades com mais de 50 mil habitantes, além de Florianópolis, apresentarmos propostas e o conjunto de ações (inclusive leis) e políticas públicas que realizamos nos últimos 13 anos no Brasil, e, em particular, nas mais de 600 cidades administradas pelo PT em todo o país.

Revitalizar a imagem do PT, através da ocupação dos espaços possíveis nas campanhas eleitorais, é imprescindível, do ponto de vista da propaganda política e eleitoral. O Partido sofreu e está sofrendo linchamento midiático de proporções inéditas e desconhecidas em outros países. Lula, a principal liderança das classes trabalhadoras dos últimos 50 anos, e personificação maior do PT, é atacado de maneira sórdida e em escala crescente desde a sua eleição, em 2002.

Resumindo, por melhores que sejam os candidatos e candidatas dos partidos aliados, não podemos propor-lhes – ou esperar – que façam a “defesa” do PT, do Lula, e dos nossos governos, em suas campanhas a prefeito(a). Nesse caso específico, os melhores “defensores” somos nós mesmos, por maiores que sejam as nossas limitações em termos de propaganda e de campanhas. Abrir mão de ocupar espaços que nos permitam fazer a “defesa” de nosso projeto, nesse momento de guerra aberta contra nós, equivaleria a desertar da frente de luta. E a população de Florianópolis merece e necessita o PT nessa campanha, para mudarmos a administração municipal, realizando governo que promova desenvolvimento social, cultural, político, econômico e ambiental para a maioria da nossa população.

(*) Milton Pomar é membro suplente do Diretório Municipal de Florianópolis.

Grande ato contra o golpe e em defesa da democracia é agendado em Florianópolis

Um governo ilegítimo e golpista assumiu o comando do nosso país destruindo avanços conquistados nos últimos 13 anos. Por isso, a Frente Brasil Popular em conjunto com a Frente Povo Sem Medo chamam para um grande ato em Florianópolis, em frente ao Ticen, na próxima quinta-feira (19), às 17h, para dizer não ao golpe, em defesa da democracia, dos direitos e da Cultura.
O governo ilegítimo de Michel Temer, que nomeou em seus ministérios sete réus da operação Lava-Jato e, em menos de uma semana, fez um desmonte na cultura, extinguindo o Ministério da Cultura, além de fundir as Secretarias das Mulheres, da Igualdade Racial, da Juventude e dos Direitos Humanos ao Ministério da Justiça comandado por Alexandre de Moraes (PSDB), que foi advogado do PCC e do ex-presidente da Câmara envolvido em diversas ações criminosas, Eduardo Cunha.
Além disso, durante esta semana, diversas ações impopulares foram anunciadas pelo governo golpista, como cortar gastos e aumentar impostos, além do novo ministro da Saúde ter declarado que o “tamanho do SUS precisa ser revisto”.

Juventude diz não ao golpe e faz ato em frente ao Diário Catarinense

A juventude dos Comitês nas Universidades e trabalhadores realizaram uma mobilização contra o Grupo RBS, afiliada da rede Globo, em frente o Diário Catarinense, que acaba de completar 30 anos em atividade, nesta quinta-feira (5), na SC-401, em Florianópolis. Eles denunciam o envolvimento da empresa que usa espaço de concessão pública para benefício próprio e apoio a um golpe de estado. Cerca de 100 estudantes participaram do ato e a rodovia foi fechada por 15 minutos no sentido Norte da Ilha, para chamar a atenção do monopólio da comunicação.

Para o presidente do Partido dos Trabalhadores de Florianópolis, Carlos Eduardo de Souza (Cadu), este ato mostra a força da nossa juventude, que diz não ao golpe orquestrado pela grande mídia, parte da elite brasileira e pela direita raivosa, que não aceitou o resultado das urnas nas últimas eleições e tenta tirar o governo a qualquer custo. Ainda segundo ele, é importante dizer para o Brasil inteiro que há uma juventude fazendo um levante popular, para não perder os direitos garantidos ao longo deste período democrático brasileiro

“Uma nova geração de militantes pelas causas, pelos direitos do mundo do trabalho e pelas garantias fundamentais, surgem a partir do momento em que parcela da elite brasileira e meios de comunicação assumem uma postura fascista perante a nossa democracia. O que acontece no país, neste momento, é que a juventude brasileira consciente, que não quer perder direitos vai às ruas para garantir essa resistência no âmbito das conquistas populares”, finaliza Cadu.

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